quinta-feira, 10 de maio de 2012

PESQUE E SOLTE, CATCH & RELEASE ou NO-KILL... E DEPOIS?!


Estudos sobre a prática do “Pesque e Solte”


Estudo 1: E depois da soltura?

1 / Estudo realizado por Norbert Morillas e Sylvain Richard* na França, publicado na revista Pêches sportives n°40, em septembre de 2002.

O que acontece com os peixes soltos pelo pescador?


As consequências da captura com linha estão relacionadas a três fenômenos: os efeitos ocasionados pelo combate e a manipulação, os ferimentos causados pelas garateias e os problemas ligados a uma despressurização muito rápida.  

Efeito fisiológico do combate

O combate corresponde para o peixe a uma atividade muscular intensa, tendo por consequência a rápida aparição de mecanismos anaeróbios (a energia não tem mais origem, como numa situação normal, nos fenômenos ligados ao uso do oxigênio). Estes mecanismos provocam então a produção de ácido lático, como durante a primeira fase de esforço para um esportista que não se aqueceu o suficiente antes da atividade física. Esta produção de ácido lático diminui a capacidade do sangue de transportar o oxigênio, o que resulta em dificuldades respiratórias para o peixe. Essas dificuldades não aparecem obrigatoriamente logo na soltura do animal e podem surgir de 2 até 8 horas depois do combate, para algumas espécies.

O estresse ligado à captura e às manipulações do peixe pode também provocar uma diminuição da taxa de linfócitos no sangue (ou glábulos brancos, células encarregadas da desefa imunitária).
Esse fenômeno resulta numa maior sensibilidade às doenças, sobretudo em águas infestadas por germes patógenos, ainda mais se a água for quente.

Os efeitos do estresse levariam 3 dias para desaparecer totalmente, conforme esses estudos.

Ferimentos ocasionados pelas garateias

A importância dos ferimentos depende estritamente da modalidade de pesca. O fator mortalidade é, neste caso, assimilado a uma única causa: a ruptura dos veios sanguínios da boca, das brânquias ou órgãos vitais internos (coração, fígado...) dos peixes. A mortalidade é, sobretudo, atribuída à profundidade que vai atingir a garateia (ou anzol!) na boca do peixe, que provoca lesões mais graves, conforme a profundidade.

Efeito de decompressão

O efeito é causado por tirar brutalmente o peixe de grandes profundidades, que sofre importantes diferenças de pressão, o que pode ter consequências mortais. Os resultados deste efeito ainda permanecem pouco conhecidos. Mas o que se sabe é que esse fenômeno varia em função da espécie.

Taxa de sobrevivência

Uma síntese de diversos estudos empreendidos sobre os salmídeos nos Estados-Unidos resulta globalmente nos resultados seguintes:

- A pesca com iscas artificiais permite uma taxa de sobrevivência, depois da soltura, de quase 95%, sem diferenças significativas entre os tipos de iscas.

- A pesca com isca natural resulta em taxas de mortalidade 10 vezes superiores às pescas com isca artificial; A mortalidade atinge então 50%. Em caso de enrosco profundo do anzol, o fato de cortar o fio rente à boca permite aumentar a taxa de sobrevivência de 20%.

- As iscas do tipo fly (ou mosca) têm taxas de mortalidade muito ligeiramente inferiores às outras iscas artificiais, sem que essa diferença seja significativa (4% contra 6% em média).

- O uso de garateias sem farpas não é determinante para reduzir os efeitos dos ferimentos. No entanto, a retirada da garateia é facilitada o que permite soltar o peixe mais rapidamente, reduzindo o estresse do animal.

Outros fatores influenciam também as taxas de mortalidade: tamanho e tipo de anzol/garateia, temperatura da água, condições de manipulação, etc.

Observem que esses resultados subestimam as taxas reais de sobrevivência. Esses experimentos são realizados em tanques, após a captura de peixes (selvagens ou domésticos), o que constitui um fator negativo aumentando artificialmente a mortalidade em relação às condições de pesca na natureza.

De fato, outro estudo realizado no rio Yellowstone, nos Estados-Unidos, revela uma taxa de mortalidade bem menor: 0,3% de mortalidade; esse resultado se explica também pela regulamentação (pesca unicamente com isca artificial) e a resistência da truta Cutthroat.

Essas informações permitem tranquilizar os pescadores esportivos sobre o futuro do peixe na prática do “pesque e solte”. Assim, é preciso manipular e soltar o peixe adequadamente e limitar ao máximo o tempo de manipulação do peixe fora d’água.

*Sylvain Richard et Norbert Morillas possuem diplomas do laboratório de hidrobiologia da faculdade de Besançon, na França.

Tradução e adaptação do artigo “Catch & Release, no-kill, et après...” publicado no site: www.moucheur.com/mortaliten.html

Equipe Poseidon.






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quinta-feira, 26 de abril de 2012

BREVE HISTÓRIA DAS ISCAS ARTIFICIAIS


História das Iscas Artificiais

A pesca esportiva com iscas artificiais, que vem crescendo muito no Brasil e é praticada quase no mundo todo, é uma técnica muita antiga. O uso de iscas artificiais para capturar peixes tem sua origem na aurora da humanidade. Iscas em marfim de morsa com mais de 4.000 anos (datados com carbono 14), eram usadas pelos ancestrais dos inuítas (como os esquimós se denominam) da Baía de Hudson para apanhar, sob o gelo, salmões e truta-das-fontes (salvelino-ártico). Muito antes da descoberta das civilizações da polinésia pelo capitão Cook, os esquimós usavam iscas feitas de nácar ou de osso de baleia para capturar atuns e outros grandes predadores. A sobrevivência do clã dependia muitas vezes do sucesso da pesca e destas iscas que deviam certamente ser eficientes e belas.
Nossos ancestrais pré-históricos dedicavam, para com as iscas de osso, nácar ou marfim, um verdadeiro culto do objeto. Existem muitos colecionadores modernos que, da mesma forma que os inuítas, dedicam um verdadeiro culto às iscas antigas. Para eles, os peixes como os seres humanos têm uma alma e esta “inua” (alma) tolera ser morta à condição de que seja por um objeto belo, daí a beleza das iscas dos esquimós.


Iscas inuítas (esquimós) do século XIX.

Na Inglaterra, a história das iscas artificiais foi registrada com a publicação, por Wynkyn de Worde, da obra “Treatyse de Fysshynge with an Angle” em 1496 (Tratado de pesca com anzol), fazendo parte da segunda edição de “The Boke of Saint Albans” (1486), que originalmente abordava apenas a caça.  Esse tratado é atribuído a uma mulher, a escritora e religiosa Juliana Berners, nascida no século 15. O livro tinha base em tratados anteriores do século 14, provavelmente traduzidos do francês, daí talvez a explicação de uma religiosa escrever um livro sobre pesca, pelo seu trabalho de tradução. É possível que o papel de Juliana Berners foi o de tradutora do francês para o inglês e que não tenha sido propriamente uma amadora de pesca. Mas trata-se aqui de uma hipótese e o que realmente importa são as observações feitas sobre a pesca amadora. As moscas artificiais, ou fly, descritas no “Treatyse” (Tratado), por exemplo, são surpreendentemente modernas, já que seis das doze mencionadas ainda são usadas atualmente.



Juliana Berners (nascida em 1388-?)

O primeiro período de grande avanço surgiu em meados do século 17, o que pode ser observado no importante livro de Izaak Walton e Charles Cotton que descreve novos métodos de pesca. O escritor inglês Izaac (ou Izaak) Walton (1593-1683) menciona a invenção de um “peixe artificial” destinado à pesca da truta. Sua famosa obra “The compleat angler” (“O pescador completo” ou “O perfeito pescador”, tradução aproximativa), publicada em 1653 e considerada fundadora da literatura sobre pesca amadora, descreve detalhadamente a curiosa isca em forma de peixe, assim como sua fabricação e os materiais utilizados.


Na verdade, a palavra “angler”, em inglês, significa o pescador de linha e anzol, daí a tradução em francês, “Le parfait pêcheur à la ligne” ou “O perfeito pescador de linha”, em oposição à pesca comercial. Nesses dois idiomas, há uma palavra ou expressão específica para o pescador que usa linha e anzol.
     A isca descrita por Walton é uma imitação de um vairão (do francês vairon), pequeno peixe típico de água doce, encontrado em regiões temperadas e frias, da família dos Cyprinidae, muito comum na Europa e no norte da Ásia. É o famoso minnow, termo frequente em nomes de iscas artificiais, provavelmente, porque o vairão/minnow é uma presa para predadores como a truta, por exemplo, já que não passa dos 25 cm e nada a uma velocidade máxima de 14,5km/hora, enquanto a truta nada a 26,5km/h e alcança um tamanho superior. Esta isca artificial teria sido fabricada à mão por uma mulher: “a massa ou corpo do vairão foi feita com tecido de lençol e costurada com agulha da seguinte forma: o dorso do vairão sendo de seda da França de um verde muito escuro, com uma seda de um verde bem claro perto da barriga e sombreada tão perfeitamente quanto se possa imaginar e como se vê em um verdadeiro vairão; a barriga também foi costurada com agulha, uma parte sendo de seda branca e outra com fio de prata; a cauda e as nadadeiras foram feitas com cálamos (eixo da pena) de um pássaro, o qual cálamo foi talhado bem fino; os olhos foram formados com dois pequenos grãos pretos e a cabeça foi tão bem sombreada, tudo tão curiosamente trabalhado, tão exatamente reproduzido que, em uma corrente rápida, podia enganar a truta mesmo que tivesse a visão mais penetrante.” Esse trecho que traduzimos da obra de Isaac Walton mostra como, há 350 anos, os pescadores tinham compreendido o interesse de uma isca imitando um peixe, assim como sua eficiência. Outra isca obteve sucesso no século 18: o “peixe de estanho” constituído, como seu nome indica, de estanho, mas também de um pedaço de cortiça coberto por uma pele de peixe.
São os anglo-saxões, verdadeiros adeptos da pesca esportiva como lazer, que vão desenvolver o conceito de “peixes artificiais”. Aproximadamente em 1800, o “Phantom Minnow” surge nas cestas dos pescadores britânicos. Era um peixe com a cabeça e as nadadeiras de metal fixadas sobre um corpo de seda.
Na França, sob o Segundo Império (século 19), é uma isca com nome apelativo que ganha forte fama: “le tue-diable” ou “o mata-diabo”. Trata-se simplesmente de um chumbo tipo oliva coberto por seda, para representar o corpo, envolto em fios de prata e ouro, e que é “uma coisa que não tem nada semelhante na natureza, mas que brilha muito”, segundo Henri de La Blanchère, Naturalista e Fotógrafo Francês (1821 – 1880), em sua obra “Dictionnaire Général des Pêches”, Dicionário Geral das Pescas, publicada em 1868.

Dicionário Geral das Pescas (1868)

Isca universal por excelência, a colher de metal teria sua origem na Inglaterra. Reza a lenda que a esposa de um lorde, que acompanhava seu esposo num barco enquanto pescava em um dos lagos de sua propriedade, deixou cair uma colher para o pique-nique. A esposa observou a colher afundar, girando sobre si, quando um pike a abocanhou!
Na França, esta modalidade de pesca é mencionada pela primeira vez por Charles de Massas em sua obra “Le pêcheur à la mouche artificielle et à toutes lignes" (O pescador com mosca artificial e todas as linhas) publicado em 1859 em Paris. A empresa Mepps, primeiro fabricante mundial de colheres foi criada em 1937 e, apesar de um nome com consonância anglo-saxã, era uma empresa francesa. Mepps significa “Manufacture d’Engins de Précision pour la Pêche Sportive” (Manufatura de Máquinas de Precisão para a Pesca esportiva) e foi recentemente comprada por capitais americanos.
Em 1874, é nos Estados-Unidos que são fabricadas as primeiras iscas patenteadas feitas de madeira. Em 1880, o vidro serve para a fabricação do corpo e em 1883, as primeiras pinturas são usadas por cobrir algumas iscas. Na verdade, apesar de não ser tão famoso na História quanto outro fabricante de iscas artificiais (Lauri Rapala), é James Heddon, originário do Michigan, que é considerado o primeiro a fabricar este tipo de isca feita de madeira.


Fotos da 1ª isca artificial comercializada pela James Heddon & Son em 1902, a “Dowagiac Casting Bait” e o próprio James Heddon.

Desde então, a evolução foi muito rápida de um ponto de vista técnico. De fato, já em 1907 são fabricadas as primeiras iscas articuladas, em 1917 em celuloide e foi em 1936 que Lauri Rapala lançou no mercado as primeiras iscas com barbela feitas com madeira balsa. Rapala, que pesca então os grandes predadores nos lagos da Finlândia, observou que os peixes atacam presas com nado errático, ou seja, que simulam presas fracas ou feridas. Ao esculpir as iscas na balsa, Rapala vai reproduzir da maneira mais exata possível esses comportamentos, e é por essa razão, ainda hoje, que as iscas “tradicionais” são tão eficientes e procuradas pelos pescadores.



Fotos de uma das primeiras iscas feitas por Lauri Rapala em 1938 e do próprio Rapala esculpindo e testando suas iscas artificiais.

Atualmente, os diferentes fabricantes rivalizam para deixar as iscas artificiais ainda mais eficientes. A utilização do plástico (ABS) permite inovações importantes, como a incorporação de esferas internas para emitir barulho. Na verdade, as densidades, as cores, as formas, os tipos de nado, fazem da isca artificial atual um objeto de alta tecnologia, mas que tem um objetivo equivalente àquela de 1653: enganar a vigilância dos predadores, a partir de uma imitação, para fisgá-los.

Fonte:

- http://fishingetmotion.over-blog.com/article-histoire-de-la-peche-aux-leurres-48928777.html
- http://autofishook.blogspot.com/

Equipe Poseidon

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Poseidon Natural Attraction VS Tucunaré


Pessoal confiram a foto enviada pelo nosso grande amigo Sr. Jeovaci Oliveira da Paraíba!!







 Lindo Tucunaré capturado no açude Jenipapeiro, conhecido como (Buiu Olho D'Água)!
Usando a isca Natural Attraction, parabéns!

Grande abraço para o amigo Jeovaci e para todo o pessoal da Paraíba!

Poseidon Brasil





                         



                                       




terça-feira, 27 de março de 2012

A ISCA FURY DOUBLE DA POSEIDON

FURY DOUBLE: 
A nova articulada da Poseidon!



A FURY DOUBLE é uma isca articulada perfeita para condições adversas de pescaria: após frente fria ou com pouca visibilidade. Seu surpreendente corpo dinâmico é composto de uma fuselagem dupla segmentada, com ABS reforçado, ligada por anéis de encaixe extremamente fortes, com rabo de silicone que proporciona um nado suave e natural. Oferece um perfil atraente e ação imbatível para a visão dos predadores, quando em estado sonolento ou com alimentação negativa, pois passa lentamente na janela de ataque do peixe. Seu diferencial está no seu nado natural mesmo em velocidade lenta, produzindo muito movimento, vibração e barulho, o que facilita o ataque do predador manhoso.
Esta isca foi desenvolvida para obter maior grau de atratividade dos predadores, usando para isso o forte ruído produzido pelo seu sistema rattlin’ (chocalho) e os choques típicos das partes do corpo de uma articulada, com recolhimento rápido. Além disso, possui uma película holográfica 3FS que decompõe toda a luz disponível em flashes multicolores, para imitar os reflexos coloridos das escamas de alguns peixes. Em caso de pouca visibilidade, seu verniz possui tratamento UV, que reflete a luz ultravioleta somente visível para o olho do peixe. A luz UV desce centenas de metros na coluna d’água, mesmo quando está encrespada pelo vento ou turva, ao contrário das outras cores.
A FURY DOUBLE foi projetada para recolhimento lento ou rápido, dependendo das condições da pescaria e da atitude do predador. Seu peso foi calculado para facilitar os arremessos.
Com brilhantes olhos vermelhos laser-3D, um poderoso rattlin’ (chocalho), ABS reforçado, pintura feita à mão de alta qualidade, garateias VMC® e com alto poder de atração, a FURY DOUBLE não pode faltar em sua caixa de iscas para peixes manhosos.

Especificações:

- floating: ao parar o recolhimento da isca, ela flutuará à superfície, ficando de forma mais aparente a ponta da isca;
- nado: meia-água;
- indicação de uso: casting;
- profundidade média: 2,5m;
- peso: 37 gramas sem embalagem e 50 gramas com embalagem;
- cor: Arco-íris (única);
- comprimento: 160 mm;
- *predadores: Olhetes, Anchovas, Tucunarés, Dourados e Salmão, entre outros.

*a indicação de predadores não está limitada às espécies acima citadas, você deve testá-la na prática com diversas espécies.

Confiram outras fotos desta maravilhosa isca!!




Toda a Equipe POSEIDON deseja a todos ÓTIMAS PESCARIAS!!!

Equipe Poseidon

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sexta-feira, 9 de março de 2012

O CAMARÃO ARTIFICIAL


O Camarão Artificial: breve história.

Muitos pescadores estão familiarizados com o camarão artificial para a pesca amadora ou esportiva, principalmente, o famoso camarão de silicone para a pesca do robalo que vem substituindo o camarão vivo, para determinadas espécies de peixes.
No entanto, existem muitas iscas deste tipo e, há muito tempo, o homem pensou em atrair o peixe com uma isca que imita uma das presas favoritas de vários predadores: o camarão. A partir do final do século 19, os Estados-Unidos se tornaram um grande centro de criação de iscas artificiais, revolucionando o mercado com iscas de madeira, de celulóide, vinil, metal, cortiça, dentre os materiais mais usados antes do surgimento do plástico (ABS).
Um dos primeiros modelos foi o da empresa Heddon, famosa pela sua isca de madeira, um shrimp (camarão em inglês) de 1930-31:


Pode-se perceber que o material é rígido, o que leva à constatação de que nem sempre os camarões artificiais são feitos de material flexível ou soft (em inglês). Na verdade, o silicone foi inventado apenas em 1943. Trata-se de polímeros compostos por silício e oxigênio intercalados, contendo também grupos orgânicos na sua estrutura. O silicone tem atualmente muitas aplicações, inclusive para a fabricação de iscas artificiais que pretendem imitar a flexibilidade natural dos peixes e outros crustáceos.
Outro modelo da Heddon é o crawshrimp, comercializado em 1969.


Em 1931, a empresa Florida Artificial Bait Company criou a “SuperStrike”, uma isca artificial em forma de camarão. Inicialmente foram lançados dois tamanhos desta isca, uma de 4 e outra de 5 polegadas. O criador inscrito na patente do projeto é George R. Ettles, que desenvolveu mais um tamanho desta isca, no ano seguinte, com 3 polegadas.


Se pensarmos na tecnologia e nos materiais da época, o resultado é fantástico e impressiona pela semelhança com um camarão natural.
Uma das mais interessantes é o camarão da empresa Nichol’s Lure Company, instalada no Texas e que comercializou um shrimp em 1947. O detalhe que deve ser destacado é a presença de uma barbela de metal para obter uma ação diferenciada para o Bass.



Aproximadamente no mesmo ano, as empresas Norwich Florida Corporation e a Ben Smith Lures Inc., ambas da Florida, lançam o seu modelo idêntico de camarão.



Esta isca incrível não somente é perfeita para enganar o predador, como é articulada. O folheto acima indica, inclusive, como trabalhar a isca e o papel desta cauda que, graças à articulação, provoca movimentos para cima e para baixo da parte posterior do corpo, imitando o nado de um camarão. Basta empregar um recolhimento lento ou leves toques de vara. Assim como a da Nichol’s Lure, esses dois modelos podem ser usados em água doce ou salgada, para diferentes espécies de peixes.
Nos anos 50, 3 modelos serão lançados por empresas diferentes, um pela Arthur Pneuman, um pela Gillespie e outro pela Sure Lure Inc., todas da Florida.





“Shrimp” da Arthur Pneuman, Florida, 1950.




A “Luchy lure” da Gillespie, Florida, 1950 e a “shrimpy” feita de vinil pela Sure Lure Inc., Miami, Florida, 1952.

Além destes três modelos da Florida, um camarão transparente da Manning’s Lure Company Inc., empresa de New Orleans na Louisiana, será comercializado.



Na década de 60, a empresa Sea Island Lures, no Estado da Carolina, criou um camarão com material cirúrgico e linha monofilamento. A “Head Hunter Shrimp” é um tipo de jig head no qual se pode colocar a cauda de um camarão natural para atrair o peixe pelo cheiro, além da aparência. A Abu Record Lures, outra empresa americana, comercializou a “Rakan” em 1966, uma isca que pretendia imitar um camarão.



Existem certamente outros modelos na vasta história da pesca esportiva, principalmente, nos Estados-Unidos que foram muito prolíficos na criação de todo tipo de isca, com inúmeros fabricantes espalhados pelo país.
Todo pescador conhece o camarão de silicone, portanto, não entraremos em detalhes quanto a esse modelo. Mas é importante salientar, depois de observar essa breve história do “shrimp” artificial, que existem outros modelos de camarão, para diversas condições de pescaria. É o caso da isca Pró-Venom, modelo exclusivo da Poseidon fish hunting accessories®, verdadeira revolução por ter criado um camarão com corpo ABS reforçado, com película holográfica e barbela para trabalho em meia-água. Trata-se da mesma idéia do “shrimp” da Nichol’s, como vimos acima, mas com tecnologia e materiais modernos.

A Pró-Venom da Poseidon!



A Pró-Venom é uma isca ideal para a pesca do robalo, mas também é muito eficiente para a pesca de outras espécieis de peixes esportivos. Trata-se de outra opção, para uma profundidade de 30cm até 1,3 metros, dependendo do tamanho (55 e 70mm). Neste caso, é a isca apropriada quando o robalo está batendo por baixo, quase na superfície, quando a temperatura da água está mais elevada. É por isso que a Pró-Venom é euquipada de garateias do tipo Frog da marca VMC®, em forma de escorpião, para não enroscar nas galhadas onde o predador tende a ficar, para a modalidade em água doce.


Observe o que um amigo pescador de Santa Catarina apanhou com essa isca: 

Este modelo incrível oferece ao pescador esportivo uma outra opção para suas pescarias, um camarão de ABS reforçado, como um nado impressionante e 3 tipos de trabalho, em função das argolas disponíveis na barbela e na parte inferior do seu corpo. Seus olhos 3D e sua pintura à mão fazem desta isca um trunfo que não pode faltar em sua caixa de tralhas.

Equipe Poseidon.

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sexta-feira, 2 de março de 2012

NOVO BOLETIM DO SR. ADÃO DA FLORIPESCA!


BOLETIM FLORIPESCA NR.561, de 01.03.2012

a) PREVISÃO DE TEMPO E DE MAR - Não bastassem os estragos que as altas temperaturas diárias provocam aos finais-de-tarde, estará chegando nesta noite na área outra Frente Fria, que vai potencializar esse barulho todo (Ventania, Granizo Isolado e risco de Temporal). Claro que ela tem o lado bom: a Chuva Isolada e o Vento Sul que a conduz vão derrubar um pouco a Temperatura na Sexta e elevar a Pressão Barométrica. No Sábado, a Massa de Ar Seco predominará e a Sensação de Ar Abafado vai sumir. A Lua, que ontem iniciou seu Quarto Crescente, vai ficar Cheia somente dia 8, Quinta. Mar baixo, sensível a eventuais rajadas.       

b) RUBINHO NO PANAMÁ - Ilha de Coíba - Já preparando o clima para nossas grandes pescarias panamenhas, pesquisei no site O BOTO e selecionei um clipe de pesca, específico com Poppers gigantes:
http://www.botopesca.com.br/video/panama-popper/ .

c) BLOG POSEIDON - Parte 5 - As cores - Agora, um dos temas mais polêmicos, que mexe com os aficionados da pesca com iscas artificiais, já que cada um tem suas manias e suas preferências. Entretanto, "a coisa" não é só definida pela paixão à primeira vista. Tudo tem lógica. Duvida? Acesse http://www.blogposeidonbrasil.blogspot.com/ e reveja seus conceitos. Depois, escreva no Blog suas impressões.

d) OSPREY? Quando se vê uma ave de rapina em pleno vôo de caça, dá para imaginar o que ela pensa e qual sua estratégia, sempre priorizando o fator-surpresa. Porém, quando o alvo está no fundo da água, a coisa é mais complicada, mas não impossível para este tipo de Águia, que tem 1,80 metros de envergadura e 60 cm de altura. Confira a performance dela em vários tipos de ataque, com destaque para a tática de se livrar do excesso de água nas penas e assim, carregar melhor aquele peixão apenas com as garras, que mais parecem um alicate-de-pressão: http://www.arkive.org/osprey/pandion-haliaetus/video-00.html. Saiba mais sobre essa espécie predadora, que muitas vezes roubou o peixe ao lado do barco do Chef Alex Floyd, lá na Escócia: 
http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=osprey&source=web&cd=3&sqi=2&ved=0CF0QFjAC&url=http%3A%2F%2Fen.wikipedia.org%2Fwiki%2FOsprey&ei=BGFOT_vNCsuftwfnpeWkCA&usg=AFQjCNF3oon5pM-9uVdKHsnhx_64AMLUBg

e) CONSERTO DA TRALHA - Para manutenção de seu Equipamento, consulte:
 na Ilha o Sidinho, especializado em Molinetes e Varas. Rua José Felix Vieira, 60 - Bairro Pantanal, perto da Eletrosul. Fone 3233.0201
no Continente, a CHUMPESCA, da Palhoça, fone 3242.2018. 

f) PESCA NO PARANAZÃO - Última oportunidade para pescar ao Sul de Presidente Epitácio no Primeiro Semestre de 2012. Convite em http://www.floripesca.tur.br/nossos-pacotes/298-pesca-no-paranazao-.html.

g) SALMÕES NO CHILE - Duas Vagas de última hora - Temos duas vagas para fechar o grupo de 17 a 24 e Março 2012. Aproveite a baixa do Dólar, confira a beleza de Pousada em http://www.rucachalhuafe.cl/ruca2/inicio.html e veja a programação de pesca entre os 20 rios e 5 lagos, selecionando naquele site Programas/Pesca/Ubicación. Convite completo em http://www.floripesca.tur.br/nossos-pacotes/284-salmoes-gigantes-na-patagonia-chilena.html. Nosso grupo vai antecipar a saída em um dia e retornar um dia após, mas fica a critério de cada um planejar essas etapas, desde que esteja conosco nos dias 18 e 23, para os embarques dos vôos regionais ida e volta, respectivamente.     

h) HORA OFICIAL DE BRASÍLIA - Quando precisar, acerte seu relógio pelo site oficial em http://www.horariodebrasilia.org/.